
Se algum dia amor, sentires
que a minha mão aperta,
ou que estou com ela
demasiado aberta,
lembra-me
que tem de ser
...
assim,
sempre assim,
...
toda curvadinha,
em forma de conchinha?
Pois é assim.
Queremo-los.
Concebemo-los
e assim os temos.
Os educamos
eles crescem
nos esfoçamos
e assim os vemos.
que sejam
o que gostamos
na imagem que temos.
agora são eles
não são nós
nem os avós deles.
não são o que fizemos
mas são eles
nós os fizemos.
são a imagem deles
novos belos seres
nova linguagem.
Tenho lido artigos, livros e emails sobre a portugalidade, assunto de grande interesse para mim. Invariàvelmente apontam-se defeitos, ou feitios, e características que fazem de nós um povo marginal e marginalisado sem saída, sem solução. Alguns destes artigos têm sido instrutivos para mim, mas muitos são, infelizmente, e a meu ver, muito destrutivos e que em nada contribuem para a auto-estima de seja de quem for.
Contudo confesso que me custa muito admitir que, em grande parte, estes autores tenham razão. Sinto que se eu me posso distinguir dos demais, e isto sinto-o na pele sem vaidades nem arrogâncias, é porque no estrangeiro fui exposto a atitudes diferentes que aprendi, ou tive de aprender, a bem ou a mal, atitudes essas que passaram a fazer parte do que sou. E pergunto-me sobre o que fazer para melhorar este "nosso feitio" aparentemente tão pernicioso? O que fazer para expor os nossos compatriotas a oportunidades que ainda não tiveram neste campo?
Imagino que a implementação de qualquer que seja a solução não será fácil, mas penso que o problema está mais do que identificado. No entanto não tenho lido nada que possa sugerir sequer um caminho de saída. E então pergunto-me - será que há iniciativas educativas que possam alterar de modo positivo estas características tão nocivas ao nosso bem estar? Será que não seria possível introduzir aulas e sessões educativas? Umas para a população a nível escolar e outras para os adultos que já por lá passaram? Será que o benefício não ultrapassaria de longe os custos desse esforço? Devo dizer que sou um acérrimo defensor da educação como meio de desenvolvimento de qualquer povo.
Deixando então as perguntas em aberto, a semana que vem verá o início do novo ano académico da Universidade Sénior aqui na terra onde moro. Começarei com a primeira turma de Ecologia e Energias Renováveis. Quero ver se consigo introduzir um modo positivo de pensar e de encarar as coisas. Sei que quando começar a falar sobre o potencial que Portugal tem nestas áreas vou ter de me debater com um negativismo acerado. Vamos ver como me saio desta.
(dedicated to Cynthia)
Tonight, Cynthia,
I drank a toast to you.
It was the only way I knew
to honor you
from inside the pain
that your absence left behind.
There was no solace
in rationalizations.
Your time had come
and you had to go.
I know!
In my mourning
I sat at a table
of the little restaurant
right in my town
upon the water.
The night was balmy,
the air was still,
and there we sat,
just you and me,
like years ago
in
And there,
in my solitude,
I remembered you
and softly cried.
And I remembered you
in your house under the oaks.
I remembered you
as you sat with your children,
and your grandchildren
listened to the flies,
while I unplugged the sink.
And I laughed!
I remembered you
when I visited you
in your apartment
over the bay
in
And we drank a toast
of my favorite gin
you had bought,
in your loving manner,
just for me.
I never knew your dark side,
the one that made you human
like the rest of us.
But you knew mine.
I knew your bright side
the one so dear to me,
that made you so special.
The side that never judged
and always accepted me
as I am.
I remembered
your email jokes,
the ones you sent
two and three times over,
maybe more,
and always made me laugh.
And I remembered you
in your suffering
and how much I worried about you.
And how much I did not want
the pain you felt
to punish you so much.
But now you are free.
Free from the pain
and the punishment
you never deserved.
So tonight,
embraced in these memories,
these fond memories of you,
tonight,
my dear friend,
I drank a toast,
to you!
Monday, October 31, 2005
8:00 PM, in the evening.