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Wednesday, September 19, 2012

Da esquerda ou pelo direito?

Para uma questão de transparência em assuntos de política, eu gostaria que não nos esquecessemos do que foi em tempos chamado de direita e o que foi chamado de esquerda.
 
Ora a direita eram os ditadores, os financeiros, o salazarismo, o franquismo, os que zelavam pelo poder do capital, os donos da terra, os que usavam o povo como peça da máquina financeiro/económica, os dos trickle down reaganomics, dos thatcherismos, dos submarinos, das pontes sobre o Tejo, das 3 autoestradas para o Porto, etc. Isso foi o que recebeu o nome de direita, e ainda o é! Convém não esquecer!
 
A esquerda eram os comunistas, os socialistas, os anarquistas, os hippies, os movimentos de estudantes, os do outro lado, do lado do povo como seres dignos de serem tratados como seres humanos, com dignidade, do 25 de Abril. Mas para os desvalorizar, chamaram-nos de esquerda, e a esquerda sempre foi o lado demonizado, o lado sinistro. Não era bom ser canhoto. Até calhava bem. E dava jeito aos da direita. E ainda dá muito jeito continuar a demonizar!
  
Acho que está na hora de passar a chamar os partidos da tal direita pelo seu devido nome, exploradores do povo como máquina productiva, e aos partidos da esquerda pelo que são, defensores da dignidade humana. Por muitos defeitos e valores que cada um possa ter, essa é a essência dos dois lados da moeda política.
   
Deixemo-nos de branqueamentos com direitas e esquerdas. Até com cores, como se esses conceitos fossem passivos de cores à moda de clubes desportivos. Pseudónimos de conveniência apenas para alguns.

Sunday, September 16, 2012

Fui à manifestação... e vi gente deliciosa!

De tudo o que vi ficaram-me de exemplo alguns em especial...
  
   
... também aqueles que os pais levaram consigo...
  

.. e que lá estiveram a cantar e a bater palmas...  

 

... e os que os pais levaram consigo para não faltarem à manifestação.
 





Fui à manifestação... eu e os cartazes!

Os cartazes, feitos de tudo, papel, cartão, plástico, cabos de esfregonas, disseram tudo o que todos queriam dizer. 
  
E isso eu achei muito inspirador e ilustrativo do que um montão de gente pode fazer - todos juntos contribuindo construtivamente para um todo inclusivo.
  
Os políticos de hoje (nem de nunca) não querem essa inclusividade, mas, que se lixem, acabou a mama. De hoje em diante vai ser diferente!
  
















 

Fui à manifestação... eu e a multidão!

Fui à manifestação.
 
Não é possível descrever, só por palavras, a energia, a dedicação, a força, a indignação, a raiva que aquela gente trazia consigo.
 
Eram pessoas de todas as idades. Idosos como eu, jovens, muitos jovens, o que me alegrou sobremaneira, crianças, crianças de colo, porque os pais decidiram que ficar em casa por causa da bébé não era opção, e isso tocou-me cá dentro.
 
Gente, muito provavelmente de todas as profissões, de todas as camadas sociais, sofrendo a diferentes níveis com os resultados deste desgoverno contra o qual todos nós nos manifestávamos.
 
As fotos que se seguem, algumas das muitas que eu e tanta gente à minha volta tirava, para contrariar qualquer declaração oficial que tentasse desvalorizar com estatísticas manhosas o que ali se passou pelas avenidas, pelos jardins, pelas praças, pelas ruas de Lisboa.
 
Nota: Se alguém aparecer aqui e preferir que a sua fisionomia não seja reconhecida, agradeço que me avise para eu retirar essa foto. 
 














Saturday, September 15, 2012

Vou à manifestação hoje!

Vou à manifestação hoje!
 
Vou manifestar-me contra a ingerência deste país!
  
Vou encontrar-me cara a cara com gente como eu!
  
Vou participar no início de uma mudança radical!
 

Nem que a voz me doa!

Thursday, September 13, 2012

Na manifestação de 15 de Setembro.

Tenho-me debatido sobre o que é que vamos fazer nesta manifestação.

Sei que vamos fazer barulho e acusar os dirigentes e políticos de todas
as suas más condutas.
Mas vamos apenas para deitar cá para fora a nossa raiva?
Será que vamos ser ouvidos?
Que alguém nos vai prestar atenção?
Que depois iremos ver mudanças no que nos aflige?

Tenho imensas dúvidas.

Acredito porém que devemos fazer ouvir a nossa revolta,
mas, temos de exigir que coisas aconteçam.

Por mim, quero exigir:
- Que se demitam todos os dirigentes a todos os níveis,
- Que se crie um governo provisório até às próximas eleições,
- Que haja eleições a todos os níveis em Novembro de 2012.
- Que se investiguem as causas, os incentivos, os actores,
   e os beneficiários desta crise em que nos meteram,
- Que se estabeleçam objectivos para o país e para os cidadãos.
   para que não seja sempre esse famigerado PIB e esse défice
   que acabam por nos sacrificar para além dos nossos pecados.

Desejo que se não forem estas as nossas exigências, que haja outras, 
mas irmos só fazer barulho não vai valer o esforço que cada um de nós 
vai por nesta manifestação.