Wednesday, January 1, 2014
Confiança no país que queremos
Sunday, December 29, 2013
Temos de quebrar o nosso ciclo vicioso
- Queremos um país que é conhecido mundialmente através da Transparência Internacional por ter índices de corrupção nada desejáveis?
- Queremos um país onde o setor informal, as atividades que fogem aos impostos, seja tão alta?
- Queremos um país onde a justiça, quando funciona, é só para os ricos? Ou apenas para as grandes empresas?
- Queremos um país onde os contribuintes pagam os impostos e as empresas e os políticos fogem ao fisco?
- Queremos um país onde abrir uma nova empresa necessita de cunhas e padrinhos?
- Queremos um país que é visto como sendo pouco interessante para os investidores?
- E que investidores queremos?
- Queremos os investidores das grandes superfícies que trazem postos de trabalho de salário mínimo?
- Ou queremos investidores com a mentalidade dos Mondragon do País Basco?
- Queremos investidores de países mais corruptos do que nós?
- Ou queremos investimentos de países onde a honestidade prevalece?
- Queremos um país onde as escolas estão sempre a perder recursos?
- Queremos um país que cria profissionais mas não lhes dá oportunidades fazendo-os emigrar?
- Queremos um país onde os idosos, (nós quando chegar a nossa vez), vivem no banco do jardim ou do café, longe dos cidadãos mais jovens, à espera da morte?
- Queremos um país com um dos melhores climas da Europa e com as habitações doentiamente menos confortáveis? Construídas ainda por profissionais do século passado? Com materiais e técnicas do século anterior a esse?
Thursday, August 8, 2013
História de Portugal em poucas palavras
Isso aconteceu no tempo das conquistas, no tempo das descobertas, no tempo da presença em África, no tempo do Estado Novo, e agora, no tempo do pós 25 de Abril.
A única diferença está no nível de riquezas disponíveis para explorar em cada uma dessas épocas, e na cor da pele dos explorados.
Essas "elites" nunca quiseram criar um país onde houvesse oportunidade para inovação, para criatividade, para desenvolvimento, para o bem estar e orgulho do povo.
Tudo tem girado à volta do enriquecimento de uns poucos, e todos quantos têm oportunidade ou estômago para isso, encostam-se ao sistema para se encherem.
Extraído de História de Portugal em poucas palavras (um livro que não existe).
Tuesday, July 16, 2013
O nosso Portugal pequenino...
Vim da rua chateado! Irritado é mais o termo!
Na TV havia notícias tristes, crassas, que causavam raiva, e estúpidas, vindas de cérebros reptilianos, o normal. Mas o que me irritou solenemente foi ouvir de novo o reporter a falar de Portugal assim:
- somos um país pequeno mas... blah, blah... mas...
Afinei mesmo! Estou farto dessa do "Portugal é um país pequeno...".
Oh "meninos dos media", mais pequenos que nós são, por exemplo, Taiwan,
a Hungria, a Austria, a Irlanda, a Dinamarca, a Suiça, a Holanda, a
Bélgica, Israel, o Luxemburgo... e há muitos mais.
Já chega deste encosto do "Portugal pequenino"!
Portugal não é o único país pequenino. Pequenino é o cérebro dessa
gente que se encosta e esconde por trás do "Portugal pequenino...".
Chega, gente! Chega dessas desculpas construidas pelos meninos da instrução primária!
Já alguma vez ouviram nas notícias de outros países, por exemplo na
Dinamarca, o reporter a dizer: Er en lille smule land... pô!
p.s. E não contei com a superfície de água, só terra firme, OK?
Saturday, December 1, 2012
Movimento, reunião, acção!
Já temos as definições todas. As dos problemas e as das soluções.
Vamos à acção para a qual é preciso angariar os recursos apropriados ao problema em mãos. O povo só não chega. Demonstrações de rua só não chegam.
Vamos angariar os juristas que possam criar as acções parlamentares, as acções jurídicas, as acções fiscais para parar esta chuchadeira.
Quero participar nos planos de acção!
E quando me perguntam - e você o que tem feito?
Estarei a responder orgulhosamente - já faço!
Mas em vez de copiarem, riem-se de mim.
Precisamos de planos concretos de acção individual e social.
Porque toda a gente já concorda que temos de agir.
Tuesday, October 23, 2012
Carta aberta a Angela Merkel
I am taking the liberty to address this open letter to you in anticipation of your visit to my country, Portugal, on the 12th of November.
I am sure your staff has prepared you well for this trip, but I would like to take this opportunity to express my views as a citizen of my country and as a citizen of our European project.
Many of my compatriots are eager to demonstrate against you and your position with respect to our debt and our financial position as a country. I can understand their anger, their frustration, and their desire for justice or even vengeance. I am asking for your help. I am asking you to walk, just for a day, in the shoes of a swelling number of my compatriots whose needs I am describing below.
We are all very well aware that Portugal has overspent well beyond its means to pay. And that Portugal has grossly misused funds that were available to us for very noble and worthy purposes.
But I would like to let you know that this Portugal I just mentioned is not the Portugal to which I belong. The Portugal I belong to, with many other of my loyal compatriots, has not spent over its ability to pay, and when this Portugal I belong to has borrowed, it has always paid with interest, in full and on time.
But even so, the Portugal that I belong to has been grossly ignored and has now been asked to pay the debt of the few who scandalously and wrongfully gained from all of the above misdeeds, and who are now spreading the debt to anyone in sight. But mostly the poor among us, making them even poorer.
And so, this Portugal that I belong to, instead of having hope in the future, looking forward to a new era, and becoming a strong and valuable partner in the European consortium, is walking around angry, demotivated and in mourning as the country is plundered, destroyed and reduced to cinders.
Examples of this destruction is now seen in the soup kitchens that grow in numbers and feed more and more people every day. These same soup kitchens now have waiting lists that grow longer every day.
This same Portugal has, over the more recent past, reduced its purchases at the supermarket. It used to buy meat, but reduced these purchases to pork. But even these have already been reduced to poultry. And many are now only eating sausages, if that much. This is visible in the most recent statistics.
In this same Portugal, where taxes are reaching a scandalous imbalance, the rich are getting richer, the poor are getting poorer and those in between are finding more and more in common with the poor. In this Portugal I am describing to you, more and children are getting to school without eating breakfast. More and more people, mostly the older people, are returning home from the pharmacy with only part of the prescription because they cannot afford to pay for all of the medication they need.
But, in this same Portugal, the rich, the governing elites and the corrupt influence peddlers are getting richer by the day, and more hated as the days go by. In the meantime, the superfluous official expenditures and benefits are being preserved. While government employees are being let go in the most important functions to society, such as education and the health services. There are many examples of Health Centers without bandages, syringes or surgical gloves.
There is more crime, more shoplifting, more violence, more distrust, among citizens and with respect to the institutions. There is less investment, less innovation, less entrepreneurship. More and more enterprises are declaring bankruptcy. And many individuals too. Every day that goes by our capacity to function as a peer within the European Community is being reduced. I would say, destroyed. The rupture in the social fabric is becoming scary to us all.
With all this there is less and less capability to pay for our past sins and misdeeds. There is a very strong mistrust in our government leaders.
I am not sure what has transpired at your level about my country. I have a strong feeling it is not the whole truth or even the truth. I have a strong belief that we are not headed in the right direction and that your office has not been well informed by the offices of my country.
There is a generalized feeling of revolt against the "Troika". But I think it is a derivative of our aversion to the measures and attitudes of our government who is seen as a team of puppets with no political savvy and negotiating skills.
There is a strong feeling among my Portuguese compatriots that Portugal should not pay its debt. But whether that is right or just, I do fear that Portugal, the way it is going, will not be able to pay its debt, regardless of whether it is right or just.
I would like to add, as a closing remark, that I do know I am not alone in my feelings, beliefs and convictions.
Thank you very much for your time and consideration.
Best regards,
Sunday, October 7, 2012
Portugal habituou-se...
Sunday, September 16, 2012
Fui à manifestação... e vi gente deliciosa!
Friday, June 8, 2012
O país do “não”
Muito estranho este hábito. Mas, realmente, não admira que o país tenha adquirido aquele nome, “o país do não”. Não se sabe bem se foram os nativos que escolheram o nome ou se lhe foi dado por algum invasor de outros tempos. O que é certo é que o nome aplica-se bem.
Para compreender bem esta curiosidade preciso de dar uns exemplos.
Uma pessoa diria, por exemplo, que o carro do vizinho estava lavadinho e todo brilhante. A primeira resposta poderia ser – ah, mas aquilo “não” é novo! Aquilo ele comprou numa sucata qualquer e depois mandou pintar. Está bem, responderia eu, mas eu não disse que era novo. Eu disse apenas que estava lavado e brilhante. Tarde teria eu piado. A conversa já teria desmoronado e não haveria saída para a conversa do “não é novo”. Diram também que fui eu que dei a entender que... e embora eu pudesse repetir o que disse ou tivesse deixado de dizer, o que é certo é que já não haveria retorno para uma discussão sobre o que eu disse ou não disse e como disse. Mas nada a ver com o carro estar lavadinho. Este conceito já se teria perdido pelo caminho.
Não sei se os tempos dos verbos desta frase estão todos como deve ser, mas espero que dê para entender o exemplo.
Vou dar outro exemplo. Passou-se num café onde afirmei, por graça, que agora com o calor e com as chuvas tardias tinhamos de ter muito cuidado com os plasmódios voadores da malária porque estes poderiam entrar-nos pelos ouvidos e lá vamos nós de cama com umas febres que não têm graça nenhuma. Ouvi imediatamente que “não”, os plasmódios não voam, muito menos os da malária, e que, quando muito, entrariam pelo nariz, mas nunca pelos ouvidos. Fiquei esclarecido. Levei com uma retórica elaborada sobre o ciclo de vida do plasmódio da malária, bem como com umas acusações de ignorância que ainda hoje me ressoam nos ouvidos, por onde, fiquei a saber, não entram os plasmódios, felizmente. Não consegui convencer os meus acompanhantes que o que eu tinha dito o tinha feito apenas por graça porque, disseram-me, o tom com que eu tinha dito "não" tinha nada de gracejo e portanto eu fiz uma afirmação que "não" estava correta.
Foi aí que comecei a pensar que talvez o país se devesse chamar “o país dos surdos”. Porque aquele intercâmbio de palavras mais me pareceu uma conversa de surdos do que outra coisa.
Mas depois de pensar bem concordei que realmente o “não” superou todas as outras possíveis alternativas. Pelo menos estatisticamente falando.
Ficou bem claro para mim que para além de eu “não” ter dito nada acertado, o que era certo era que o plasmódio “não” voa, o plasmódio “não” entra pelos ouvidos, quando muito pelo nariz, mas nunca pelos ouvidos, que “não” o disse em tom jocoso, e que “não” valia a pena eu tentar esclarecer porque já “não” havia a possibilidade para tal. O dano estava causado e “não” me deixariam explicar. Também notei que quase “não” tive oportunidade para falar porque todos começaram a falar ao mesmo tempo sem se aperceberem do que cada um estava a dizer. Mas isso é outra estória.
Este país também anda mal de finanças mas “não” há solução, disseram-me. Mas também me garantiram que “não” vai à falência porque isso também “não” é uma opção.
Este país também está no Euro 2012. Dizem que "não" tem hipótese... porque "não" tem a sorte ao seu lado, o seu triste fado é de "não" ter fado...
Mas... desculpem... divago um pouco...
Monday, November 21, 2011
Petição aos governantes
O que os governantes têm de fazer, já!
Tem corrido uma mensagem, ora em e-mails, ora no facebook, com uns 30 pontos que a Troika queria ou deveria ter feito e não conseguiu. Li e reli o dito documento. Quis contribuir mas não consegui engrenar no "thinking process" do autor. Por isso resolvi atacar o problema de outra forma, ou seja, criando 6 objectivos para os governantes de Portugal, e em seguida algumas iniciativas que apoiassem esses objectivos.
O que os nossos governantes têm de fazer quanto antes não é pera doce. Esta conjuntura necessita de novas maneiras de pensar. Um novo mind-set, uma mentalidade aberta capaz de ponderar os riscos mas capaz de seguir em frente sem temor. Não poderemos solucionar a situação em que nos encontramos repetindo os passos que nos trouxeram até aqui.
Primeiro que tudo temos de identificar com clareza o conjunto de problemas que nos aflige. Depois temos de criar um conjunto de objectivos que por sua vez nos levarão a iniciativas e acções, e estas a resultados mensuráveis e verificáveis.
De momento vou, propositadamente, passar por cima da etapa de definição dos problemas que nos rodeiam. A minha razão não é imune a críticas, mas acho que estes têm sido falados e ventilados vezes suficientes para podermos, para o efeito deste documento, passar aos objectivos e iniciativas específicas.
Em qualquer destes exercícios há sempre um dilema a considerar que aparece sob a forma do síndrome do ovo e da galinha. Tentei dar prioridade à galinha de modo a que o ovo não ficasse desprezado mas fosse reconhecido como o esforço da galinha. Um pouco de humor ajuda.
Aventuro aqui o meu conjunto de objectivos que considero importantes para Portugal:
Objectivos nacionais fundamentais
1. Criar uma política económica independente do crescimento do PIB
atingir a auto-suficiencia económica e financeira,
fomentar o bem-estar social e a mais-valia social,
conservar o património natural e nacional,
incentivar a sustentabilidade dos investimentos,
criar uma estrutura de avaliação do impacto das medidas tomadas.
2. Desenvolver a produção nacional das PMEs
redefinir a classificação de PME
para consumo interno – reduzir a dependência nas importações
para exportação – para angariar divisas e incrementar as receitas
para criar postos de trabalho
3. Incrementar a educação
para melhorar a competitividade
para atrair postos de trabalho dignos do ser humano
proporcionar a participação activa do cidadão na política nacional e Europeia
4. Incrementar o apoio à saúde e aos benefícios sociais
para melhorar a produtividade e a competitividade
atrair postos de trabalho progressistas
criar um ambiente de inter-apoio entre as diversas faixas etárias
5. Atrair investimentos com perspectivas futuras sustentáveis
eliminar paraísos fiscais
colocar enfase em tecnologias de alto impacto nacional
redefinir as estatísticas de crescimento económico/social
6. Reduzir o desemprego e a desigualdade social
oferecer benefícios fiscais a empresas que criem postos de trabalho
reduzir a desigualdade ocupacional e social da nossa população
Estes poderiam ser mais elaborados. O ordenamento das prioridades é importante pois que alguns objectivos são de cariz mais imediato, enquanto outros são imperativos para se atingirem objectivos de mais longo prazo, como a educação, a saúde e o bem-estar social. Mas acho que para já podemos partir deste conjunto de objectivos como base para uma análise mais detalhada e aprofundada mais tarde.
Passemos então a um conjunto de iniciativas que possam apoiar estes objectivos e torná-los em actividades exequíveis e palpáveis.
Iniciativas necessárias para atingir os objectivos
Proponho um conjunto de iniciativas que possam tornar os objectivos exequíveis e passíveis de avaliação qualitativa e quantitativa. É de salientar que quaisquer medidas a tomar têm de ser mensuráveis e avaliadas quantitativamente Há necessidade de incutir confiança no povo português que já perdeu muita dessa confiança no sistema político, no sistema financeiro, nos seus protagonistas, e nos seus dirigentes. Acredito que este tipo de medidas e iniciativas levantarão do chão essa confiança perdida. Criarão também vontade participar e de criar de um modo endémico e não apenas como uma resposta vã a apelos demagógicos.
1. Criar uma política económica independente do crescimento do PIB
atingir a auto-suficiencia económica e financeira,
fomentar o bem-estar social e a mais-valia social,
conservar o património natural e nacional,
incentivar a sustentabilidade dos investimentos,
criar uma estrutura de avaliação do impacto das medidas tomadas.
Adicionar ao PIB medidas de:
bem-estar social, conservação do património natural, sustentabilidade dos investimentos.
medir e avaliar o progresso atingido usando metodologias de avaliação do impacto socio-económico:
http://www.ecologica.org.br/index.php?option=com_k2&view=item&layout=item&id=10&Itemid=8
http://en.wikipedia.org/wiki/Social_impact_assessment
http://sroi.london.edu/Measuring-Social-Impact.pdf
http://www.riseproject.org/Social%20Impact%20Assessment.pdf
Retirar do PIB medidas que não representam crescimento real
Como exemplo:
· o aumento nas vendas de carros de assalto e equipamento policial e militar que não é crescimento real mas apenas uma despesa em resposta a um crescimento na taxa de criminalidade que por sua vez é o resultado de abandono e marginalização de certos grupos sociais.
· o aumento nas vendas de ambulâncias e outro equipamento clínico não é necessàriamente crescimento real, mas apenas uma resposta ao aumento de patologias e/ou falta de apoio aos idosos e/ou à população em geral..
Estas medidas atraem investimentos de empresas com perspectivas futuristas e afastam empresas com perspectivas oportunistas do momento, ou do financiamento fácil, como a construção civil sem base nas necessidades sociais, empresariais e estatísticas demográficas.
2. Desenvolver a produção nacional das PMEs
redefinir a classificaçãode PME
para consumo interno – reduzir a dependência nas importações
para exportação – para angariar divisas, incrementar as receitas e promover a procura de produção nacional
para criar postos de trabalho de mais-valia e dignos do ser humano
A PME necessita de ser a empresa com menos de 50 funcionários
estas são as mais vulneráveis e representam 64% dos postos de trabalho
neste grupo incluem-se as empresas que dinamizam as localidades mais pequenas e do interior do país
Criar polos de interação entre estabelecimentos de ensino e empresas
promover processos naturais de criatividade e sinergismos locais
Criar polos de interação a nível de concelhos e freguesias com o mesmo fim
3. Incrementar a educação profissional e cívica
para melhorar a competitividade
para atrair postos de trabalho de mais-valia e dignos do ser humano
proporcionar a participação activa do cidadão na política nacional e Europeia
Promover a educação política do cidadão e a sua participação activa nas causas de valor
Incentivar a educação como base fundamental de uma vida de valores humanos
criar valores como a honestidade e moderar o conceito de salários altos, ganhos imediatos e consumismo insustentável.
4. Incrementar o apoio à saúde e aos benefícios sociais
para melhorar a produtividade e a competitividade
atrair postos de trabalho com futuro e fomentadores de progresso
criar um ambiente de inter-apoio entre as diversas faixas etárias
A saúde e a educação são pedras basilares para um país próspero e orientado para o desenvolvimento, não necessáriamente o crescimento apenas económico. O mundo está num estado de saturação com a exploração de recursos naturais. No passado dia 21 de setembro os habitantes da Terra acabaram de usar todos os recursos que a Terra consegue produzir sustentavelmente em um ano. Estamos portanto em vembro a funcionar em hipoteca do ano 2012, fenómeno que já aconteceu durante todo o mês de outubro.
5. Atrair investimentos com perspectivas futuras sustentáveis
eliminar paraísos fiscais
colocar enfase em tecnologias de alto impacto nacional
redefinir as estatísticas de crescimento económico/social – vide objectivo nº 1 acima
Acabar os paraísos fiscais
Estes apenas protegem os endinheirados que não investem na economia real nem se interessam por investimentos a longo prazo mas reduzem a receita fiscal do país. Paraísos fiscais atraem capital especulativo que não tem perspectivas de futuro.
Dissiminar o conhecimento das necessidades e capacidades do país
O conhecimento das necessidades e capacidades específicas é fundamental para que o eleitor possa fazer escolhas acertadas quanto aos investimentos.
6. Reduzir o desemprego e a desigualdade social
oferecer benefícios fiscais a empresas que criem postos de trabalho
reduzir a desigualdade ocupacional e social da nossa população
Proporcionar incentivos fiscais a empresas que criem postos de trabalho
Fomentar a indústria transformadora
Retirar incentivos fiscais a empresas que não produzam riqueza local.
A empresas de investimentos na bolsa (que criam muito poucos postos de trabalho e não produzem riqueza real),
Aos supermercados que importam a maior parte dos seus produtos e criam poucos postos de trabalho a salários miseráveis.
A todas as empresas criadoras de endinheirados que não investem na economia real.
Eliminar o financiamento dos partidos políticos com verbas públicas.
Todas as contas do estado são do domínio público e transparentes e não devem beneficiar discriminadamente.
Eliminar a porta rotativa dos políticos e empresários:
Eliminar os motoristas privados e dos departamentos do estado,
Estabelecer car-pools e mover estes motoristas para outros empregos.
Embargar durante 3 anos a transição de altos funcionários do estado para cargos noutras instituições onde haja conflito de interesses.
Limitar todas as reformas e ajustar anualmente segundo o índice do custo de vida.
Impor mínimos de liquidez a todos os bancos e empresas financeiras.
Criar recursos legais rápidos para que cidadãos suspeitos de fraude e criminalidade não sobrecarreguem o sistema jurídico até se livrarem das suas responsabilidades.
Suspender os seus cargos de imediato e impedir de concorrerem de novo.
Criar limites legais à extensão de julgamentos
Eliminar a prescrição e a liberdade de indivíduos com credibilidade duvidosa.
Criar transparência em todos os organismos e acordos.
Eliminar condições contratuais que prejudicam o bom funcionamento das organizações
Um exemplo de nota é o programa de Bolonha. Tem, sem dúvida, beneficiado muitos estudantes, mas que está minado por condições de produtividade de alunos e professores que não beneficiam a qualidade do trabalhos dos mesmos. http://www.scielo.br/pdf/es/v31n110/14.pdf
Estas medidas criam confiança nos cidadãos e estabelecem um clima em que o mérito e o trabalho são remunerados e as tentativas de fraude ou crime, mesmo que muito bem encobertas, não compensam. O cidadão que sente que há justiça, ganha confiança e esforça-se por melhorar a sua vida e a dos seus. O cidadão desmoralizado deixa-se no queixume e atrofia. Com ele atrofia o país.
É intencional que aqui não haja nada sobre crescimento económico, salários baixos, crescimento do PIB, grandes obras, ou financiamentos fáceis para produzir resultados a curto prazo. Um Portugal concentrado nessas preocupações tirou os olhos da bola e não é sustentável no século XXI.
O resultado está à vista.
Precisamos de uma nova maneira de pensar, de um novo mind-set, foi o que tentei fazer acima. Espero que seja material digno de avaliação, reflexão e elaboração. Se assim for, terei preenchido a minha ambição quando me agarrei a este enfadonho teclado “QWERT”, produto do século XIX e potencial alvo da criatividade Lusa para um teclado e um futuro melhor.
Fernando Aidos da Cruz
Nota: Este documento foi criado segundo a ortografia aprendida nas escolas do século passado e deturpada ao longo de anos de utilização livre.



