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Friday, August 9, 2013

Medo do povo

Quem tem medo do povo?

As elites políticas têm medo do povo, sejam elas do Partido Comunista, Bloco de Esquerda, Partido Socialista, Partido Social Democrata, ou CDS/PP. E quem tem medo do povo governa sempre contra o povo, na medida em que não responsabiliza de facto o povo, por um lado, e por outro lado aproveitam-se dessa desresponsabilização do povo para se desresponsabilizarem a si mesmos. As elites políticas recusam a ideia de uma política de responsabilização do povo, para que elas próprias não tenham que ser responsabilizadas política, moral ou mesmo criminalmente pelas sua acções.


... e aprofundando um pouco mais, usando uma lupa talvez, vemos que o povo tem medo do povo. Desconfia do povo e não se junta a si próprio para ser povo.
 
... agora, com uma lupa mais forte, vemos então que o povo daquela freguesia não confia no povo de
ssa freguesia, e muito menos no povo da freguesia ao lado, de quem depende, e a quem presta serviços.
 
... usando agora umas lentes ainda mais fortes, vemos que o povo que vive naquela rua ensolarada desconfia do outro povo que também vive na mesma rua. Não partilha em nada. A rua é dele, esse povo é dono dessa rua, mas ele não confia nos outros donos da rua, e por isso não se juntam para, com a força toda do povo, serem donos a valer dessa rua.
 
... e na escola do bairro os alunos não confiam nos professores, e os professores têm medo.
 
... no Centro de Saúde os pacientes não confiam nos médicos, e vice versa.
  
... no Registo Civil o utente tem medo e não confia no funcionário, e vice versa.
 
É assim este povo.
  
... de grupo em grupo, de profissão em profissão, de freguesia em freguesia, de pais para filhos, embrulha-se numa cultura de medo, que cultiva a desconfiança, que cultiva a arrogância que a nenhum fim saudável nos leva.
  
... e então, com esse medo, o povo vota naqueles de quem tem medo. E esses têm medo de quem vota neles.
  
Este povo tem medo de mudar aquilo que é preciso mudar para poder ser um povo em toda a sua pujança.

Thursday, August 8, 2013

História de Portugal em poucas palavras

Desde sempre que Portugal foi "des" governado por "elites" de gananciosos que exploraram o povo para se encherem.
 
Isso aconteceu no tempo das conquistas, no tempo das descobertas, no tempo da presença em África, no tempo do Estado Novo, e agora, no tempo do pós 25 de Abril.
 
A única diferença está no nível de riquezas disponíveis para explorar em cada uma dessas épocas, e na cor da pele dos explorados. 
 
Essas "elites" nunca quiseram criar um país onde houvesse oportunidade para inovação, para criatividade, para desenvolvimento, para o bem estar e orgulho do povo.
 
Tudo tem girado à volta do enriquecimento de uns poucos, e todos quantos têm oportunidade ou estômago para isso, encostam-se ao sistema para se encherem.

Extraído de História de Portugal em poucas palavras (um livro que não existe).
 

Sunday, October 7, 2012

Para onde vamos...

Desabafo!
 
O primeiro ministro afirmou que este des-doverno sabe para onde vai.
Além de eu saber bem para onde deveriam ir, não acredito que saiba para onde vamos nem para onde devemos rumar.

 
Este des-governo não tem objectivos! 

Por isso não pode saber para onde vai.
 
Os polícias já não têm dinheiro. Esta é a última!
Os velhos não têm reformas. Tiraram-lhas.
A educação perde recursos. Tiraram-lhe.
A saúde perde capacidades. Tiraram-lhe.
A sociedade sente-se mal. Por falta de confiança no des-governo.
As despesas do estado não param. Ainda têm as benesses.
A economia perde poder de compra. Baixaram os salários.
Os impostos sobem. Para pagar as dívidas dos banqueiros.
As receitas baixam. Porque assim não podem subir.
E sabe para onde vai? Não sabe!
Pois deve saber. Para o fundo!
Mas não é para aí que devemos ou queremos ir! Sabia?
Será que o primeiro ministro sabe disso? Não sabe!
Tal como não sabe para onde devemos ir. Nunca soube!
Nem como lá chegar!

  
Mais uma vez mente aos portugueses!

Sunday, September 16, 2012

Fui à manifestação... e vi gente deliciosa!

De tudo o que vi ficaram-me de exemplo alguns em especial...
  
   
... também aqueles que os pais levaram consigo...
  

.. e que lá estiveram a cantar e a bater palmas...  

 

... e os que os pais levaram consigo para não faltarem à manifestação.
 





Fui à manifestação... eu e os cartazes!

Os cartazes, feitos de tudo, papel, cartão, plástico, cabos de esfregonas, disseram tudo o que todos queriam dizer. 
  
E isso eu achei muito inspirador e ilustrativo do que um montão de gente pode fazer - todos juntos contribuindo construtivamente para um todo inclusivo.
  
Os políticos de hoje (nem de nunca) não querem essa inclusividade, mas, que se lixem, acabou a mama. De hoje em diante vai ser diferente!
  
















 

Fui à manifestação... eu e a multidão!

Fui à manifestação.
 
Não é possível descrever, só por palavras, a energia, a dedicação, a força, a indignação, a raiva que aquela gente trazia consigo.
 
Eram pessoas de todas as idades. Idosos como eu, jovens, muitos jovens, o que me alegrou sobremaneira, crianças, crianças de colo, porque os pais decidiram que ficar em casa por causa da bébé não era opção, e isso tocou-me cá dentro.
 
Gente, muito provavelmente de todas as profissões, de todas as camadas sociais, sofrendo a diferentes níveis com os resultados deste desgoverno contra o qual todos nós nos manifestávamos.
 
As fotos que se seguem, algumas das muitas que eu e tanta gente à minha volta tirava, para contrariar qualquer declaração oficial que tentasse desvalorizar com estatísticas manhosas o que ali se passou pelas avenidas, pelos jardins, pelas praças, pelas ruas de Lisboa.
 
Nota: Se alguém aparecer aqui e preferir que a sua fisionomia não seja reconhecida, agradeço que me avise para eu retirar essa foto. 
 














Thursday, September 13, 2012

Na manifestação de 15 de Setembro.

Tenho-me debatido sobre o que é que vamos fazer nesta manifestação.

Sei que vamos fazer barulho e acusar os dirigentes e políticos de todas
as suas más condutas.
Mas vamos apenas para deitar cá para fora a nossa raiva?
Será que vamos ser ouvidos?
Que alguém nos vai prestar atenção?
Que depois iremos ver mudanças no que nos aflige?

Tenho imensas dúvidas.

Acredito porém que devemos fazer ouvir a nossa revolta,
mas, temos de exigir que coisas aconteçam.

Por mim, quero exigir:
- Que se demitam todos os dirigentes a todos os níveis,
- Que se crie um governo provisório até às próximas eleições,
- Que haja eleições a todos os níveis em Novembro de 2012.
- Que se investiguem as causas, os incentivos, os actores,
   e os beneficiários desta crise em que nos meteram,
- Que se estabeleçam objectivos para o país e para os cidadãos.
   para que não seja sempre esse famigerado PIB e esse défice
   que acabam por nos sacrificar para além dos nossos pecados.

Desejo que se não forem estas as nossas exigências, que haja outras, 
mas irmos só fazer barulho não vai valer o esforço que cada um de nós 
vai por nesta manifestação.

Sunday, August 14, 2011

O (des) governo deste país

Tenho, como todos, assistido, assim como ouvido, bem como lido e relido sobre a paródia que é a política deste nosso torrão à beira mar plantado. Ainda bem que assim é. Imaginem se, com tanto hot air a sair da boca dos políticos não tivessemos a brisa marítima para nos refrescar...?

Tenho andado a tentar encontrar um termo de comparação para a disfuncionalidade nacional para ver se encontrava um modelo que me pudesse ajudar a compreender o que se está a passar. Até ontem todos os meus esforços tinham sido em vão. Mas ontem deu-me uma coisa ruim e acho que encontrei o tal modelo de que necessitava. É assim:

O país está a funcionar como uma empresa disfuncional. Eu explico. Imaginemos que, para esta empresa que é Portugal, e até às últimas eleições, a gerância desta estava organizada da seguinte maneira:

O PSD era o sales department - pois que parecia querer vender tudo a todos os clientes que quizessem comprar...
O PS era o marketing department - pelos vistos é tudo sugar coated e tudo era sensacional, pá... good marketing message...
O PCP era o human resources - só falava dos operários com teorias arcaicas... benefits, benefits, benefits...
O BE era o quality assurance - nada estava perfeito, era tudo um liability e ninguém lhes dava ouvidos...
O CDS era o finance department - isto por falta de outra função que também não necessitasse de criatividade...
O Governo era o manufacturing department - os que têm de produzir o que marketing inventa e o que o sales department quer to make quota...

OK. Então, com este cenário, era lógico que nada estivesse bem segundo o quality assurance, que os benefícios não fossem competitivos com o mercado de trabalho, que o produto não estivesse à medida do que os salesmen queriam, e que manufacturing não consiguisse fabricar o que todos diziam não ser aquilo. Daí que a solução muitas vezes apresentada pelo sales department fosse uma de outsourcing of all manufacturing. Manufacturing não sabe. A concorrência é que sabe. Já trabalhei numa empresa assim.

Numa empresa onde há um CEO e este está acordado, esta malta entraria nos eixos, porque haveria goals, objectives and measurements. Mas não é o caso desta nossa empresa desfuncional.

O que acontece então quando o CEO dorme? A empresa does not meet its sales quota and devalues. Neste caso começam a aparecer os credores ou algum corporate raider que toma a empresa de surpresa (o que não deveria ter sido surpresa) e adquire-a. Desfaz-se de tudo o que não é de valor, de todo o surplus, de todo o deadwood e revende a empresa fazendo lucro. Ainda não sei bem se a troika faz parte dos credores ou dos corporate raiders. Talvez me possam ajudar a avaliar.

À parte do lado humorista, eu fiquei um pouco mais elucidado em relação ao modo como um país deve funcionar, o que neste caso não tem acontecido (funcionado), e como deve ser gerido, o que neste caso também não tem acontecido (gerido). Não é assim tão complexo como os políticos tentam fazer a coisa!

Afinal, apercebi-me eu, gerir países aprende-se na vida profissional, nos MBAs e dos embates que a vida nos proporciona, os tais eventos que help us build character.

Estas foram as minhas conclusões após aquela coisa ruim que me deu ontem. Am I missing something?

Bom, agora a gerência da nossa empresa mudou. Vamos dar-lhe algum tempo para ver o que sabem e conseguem fazer, ou se vão meter os papelinhos nos 3 envelopes... mas isso é outra história.

Desculpem-me os anglicismos.